Já percebi que a melhor maneira de exorcizar meus demônios é escrevendo. Pela boca não sai, pelas lágrimas não conforta. Creio que só com as três ferramentas consigo liberar todos os sentimentos que cabem (ou não) em mim.
Hoje é de longe um dos piores dias da minha vida. Chorei, gritei, falei e mesmo assim pareço estar em ebulição, em erupção. A famosa frase: "Pare o mundo que eu quero descer" nunca fez tanto sentido como agora.
Definitivamente a dor da falta é pior que a dor da perda.
Quando acaba há choro, desilusão e a sensação de que o sol não nascerá no dia seguinte. Mas a dor da perda apesar de ser devastadora e te despedaçar como um martelo despedaça uma taça de cristal, passa.
O que fica no dia-a-dia é a latejante dor da falta. Em cada momento bobo a lembrança do que foi e não mais será. Em cada música, a trilha sonora daquilo que fora um amor. Em cada dia, pelo menos por um segundo a lembrança de que foi bom e jamais será novamente.
Sei que estou soando dramática, mas eu não sei viver se não das grandes emoções. Sou quase uma novela mexicana, quase um drama grego. Fazendo uma ideologia com um fenômeno natural, eu seria um furacão, um tornado ou um terremoto de 10 graus na escala Richter.
É tanta a dor, é tão grande o sofrimento que mesmo que se eu dividisse com o mundo inteiro isso, ainda sim seria insuportável.
Mas dizem que tudo passa, que as coisas sempre melhoram e ficam bem. Engraçado como o sofrimento é controlável... desde de que não seja com você, é claro.
As vezes me pergunto se todas as pessoas são assim ou só eu tenho tenho a alma do lado de fora do corpo e sinto tudo, sofro tudo e choro demais. Quem me conhece pode até estar duvidando de que essas palavras sejam minhas. Logo eu, a femme fatale do batom vermelho, a destruidora de corações que pega e não se apega. Mas é fato que quanto mais se mostra forte, maior é sua fragilidade.
A verdade é que estou cansada das pessoas dizerem: "Se cuida, fique bem". Quero mais é que alguém cuide de mim e me faça bem.
Esse post é só um desabafo de uma pessoa que não aguenta mais acordar todos os dias se perguntando se vai ser amada novamente, pois amar eu amo. Até demais.
This Tornado Loves You