sábado, 28 de julho de 2012

Todo mundo odeia a Amanda

Qual a melhor maneira de evitar que as pessoas te difamem nas rodas sociais?
Sendo uma boa pessoa? Sendo sincera, amiga, compreensiva, educada, política e visando sempre os bons contatos profissionais para não se indispôr com seus colegas?
ERRADO!
A melhor maneira de evitar que as pessoas falem atrocidades sobre sua conduta é dizendo ao mundo todos os podres sobre si próprio primeiro. No fundo, a fofoca não circula por conta de seu conteúdo, mas sim por ser inédita, exclusiva, um mero furo jornalístico. A verdade é que eu ando intrigada com o rumo que o mundo está tomando. Não por conta da violência, sexo explícito e muito menos pela derrubada de árvores em florestas tropicais. Estou me perguntando cada dia mais como podem as pessoas se preocuparem mais com confete do que com críticas que poderiam/deveriam ser construtivas
Pode analisar qualquer rede social em ascensão no momento. É muito mais valorizado tem centenas de amigos que curtam sua atualização de status super relevante dizendo que 'HOJE TEM' do que alguns poucos e bons amigos que atendam o celular de madrugada quando você termina com o namorado e esta mal. A realidade é que a maioria se preocupa em fazer a política da boa vizinhança e ser agradável do que ser verdadeiro e acrescentar algo de interessante à vida de alguém quando dá um 'toque' em relação a comportamento, conduta, visão ou até mesmo aparência.
Obviamente não vou me fazer de vítima dizendo que sou profunda, intelectual, inteligente e estou sofrendo com a superficialidade das pessoas. Óbvio que não!
Até porque eu mesma sou baixa, fofoqueira, crítica, fútil e filha da puta quando me convém.
A diferença é que eu não me importo com a imagem que estou passando. Muito pelo contrário!
Sinto até certo conforto e alegria em saber que sou desprezada, criticada e chamada de maldita pelo baixo clero. Não sei explicar o que acontece no meu ego. Mas creio que ninguém chuta cachorro morto e para ser odiada, uma pessoa deve ser primeiramente admirada. Por isso digo com a maior convicção que não odeio ninguém. Eu simplesmente desgosto de algumas pessoas e desprezo outras. E claro, acima dessas duas eu A-DO-RO provocar o desconforto.
Me importo com o que duas pessoas pensam ao meu respeito no mundo inteiro. E se essas duas únicas pessoas me amarem, me aceitarem e respeitarem pelo que sou, me dou por satisfeita. E não, claro que não são meus pais!
Há algum tempo me dei conta de uma coisa que talvez (e muito provavelmente) não seja uma verdade para todos. O princípio básico para (minha) felicidade é que para ser plena e feliz uma pessoa tem que se amar acima dos defeitos, imperfeições e inúmeras falhas que tenha. Porém, para se amar, essa mesma pessoa tenha que se conhecer primeiro. Do contrário, não é amor, é uma idealização, uma fantasia sobre a própria essência. A questão é que ninguém mais se conhece, sendo assim não se ama e desta forma são praticamente obrigados a usarem uma maquiagem super corretiva que tira todo defeito chamada Facebook/twitter/sorriso falso. Uma espécie de pó compacto HD da Mac que deixa qualquer pele manchada perfeita como bumbum de neném.
Mas como todo pó compacto HD da Mac, essa maquiagem custa caro, muito caro por sinal. E como sou limitada de recursos financeiros, não uso maquiagem cara. Nem a de usar na pele, tampouco a de usar em rede social/vida social.
Sim, eu confesso que detesto ser adorada por mais de seis pessoas em cada núcleo que frequento. Sim, eu confesso que sinto uma sensação boa quando sei que estão falando (mal) ao meu respeito. E sim, eu sei que 90% das pessoas que convivem comigo fazem cara de nojo quando eu entro no recinto.
Mas eu não ligo, aliás eu ligo sim e adoro! Porque no fundo eu sei que se em um dia de aula comum uma pessoa cheia de amigos e popular da minha turma levantar e dizer que tem um 'recado' pra dar, metade da turma ignora e essa pessoa vai ter de pedir silêncio novamente. E se por um acaso eu levantar no meio da aula pra dizer que tenho um 'recado' para turma, sei que mesmo me odiando, a turma fica quieta e escuta o que tenho a dizer.
Não se trata de ser amado, mas sim de ser respeitado.
E se vai me odiar, pelo menos tenha um motivo coerente, porque alegar que falo o que penso e sou grossa por não fazer média pra agradar ninguém é um pouco fraco ao meu ver!
E eu achando que motivo pra despertar rancor nas pessoas era ser falsa... ai ai como sou tolinha.

Um beijo pra quem me ama e dois pra quem me odeia
=*

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amizade no seu quadrado


Já percebi que algumas pessoas são bastante flexíveis em relação a seus posicionamentos. Considero uma virtude se for para evolução pessoal do indivíduo e sempre louvável por não ser convicto de posturas que talvez não sejam das mais adequadas. O que me preocupa são as pessoas volúveis que não sabem nem quais são suas ideologias e valores, mesmo que estes sejam temporários.
O que mais vejo hoje em dia são pessoas que começam a namorar e em questão de poucos meses já perdem o limite do que é personalidade própria do que foi construído na relação amorosa. Acredito que antes de iniciar um relacionamento, ambos são atraídos pela essência do pretendente. Da maneira de ser, personalidade e múltiplos fatores que tonam qualquer ser humano único. Depois de um tempo, os dois tem os mesmo amigos, frequentam os mesmo lugares, dividem os mesmos passa-tempos e almejam as mesmas coisas. Óbvio que em uma relação madura, existe o desejo de construir junto, viver junto. Mas deixar de lado as particularidades e subjetividade de cada um dos envolvidos é no mínimo desprezível.
Pode parecer egoísmo, e talvez seja. Mas dividir amigos em comum em um namoro/casamento é praticamente dar um tiro no pé do casal. Vou tentar explicar o motivo.
Imagine um casal de namorados que possuem diversos amigos em comum. As amigas dela, são namoradas dos amigos dele. Se conheceram todos por intermédio de algum dos envolvidos e todos são muito amigos e unidos. Parece uma cena bonita e muito bacana, mas não é.
Amigo serve pra confidenciar segredos, pedir opinião, ajuda e colo. Amigo é aquela pessoa que sempre vai estar ali pra dividir suas alegrias, agonias e até mesmo ficar do lado sem dizer nada.
Agora imagine que esse casal maravilhoso cheio de amigos em comum brigue, se desentenda ou até mesmo termine a relação. O que qualquer pessoa faz quando isso acontece? Procura sua rede de apoio... os amigos. E lá vai um dos dois desabafar, pedir colo e conselho para um de seus companheiros.
Formou-se a tragédia. O seu amigo, companheiro, comparsa e aliado não é e nunca vai ser somente seu amigo. Sim, ele vai tomar partido e vai sim ser desleal a uma das partes. Vai se meter onde não deve pois sabe demais sobre os dois. Se ocorrer uma traição ou existir fatos que possam fazer com que o casal não se entenda será culpa do amigo contar ou não. Não importa qual decisão tome, ele vai ser mais amigo de um que de outro e isso não é questionável.
O que estou tentando dizer é que não importa o quão maravilhoso o namoro ou casamento seja, ambos os envolvidos precisam do seu espaço, suas particularidades e principalmente dos seus amigos. Amigos esses que devem ser exclusivos e pessoais. Não estou dizendo também, que nenhum dos dois deva conhecer a família e colegas do outro. Só reforço que não se pode colocar tudo no mesmo saco e achar que vai ser sempre um mar de rosas. Tenho know-how o suficiente no assunto para afirmar que amigo de casal sempre será traidor. Pode parecer drama, e talvez seja, mas eu prezo minhas amizades como sendo um dos pilares da minha existência e não suportaria ver nenhum amigo meu escondendo, omitindo, mentindo ou ocultando qualquer fato que um amigo devesse contar a seu irmão de alma. Até porque eu jamais esconderia, omitiria, mentiria ou ocultaria qualquer fato que eu julgasse importante um amigo saber. Eu quero sempre ver os meus queridos bem, fazer de tudo para tornar a dor menos dolorosa, as alegrias mais alegres e os sorrisos mais sinceros. Por isso digo: nunca fui, não sou e nunca serei amiga de namorado(a) ou cônjuge de amigos meus. Eu sou fiel, leal e parceira de MEUS amigos. Apenas.
Por eles eu cometeria crimes, acobertaria erros, traições, seria cúmplice de qualquer atrocidade sem pensar nos demais pois sou leal e fiel a eles, meus amores, meus amigos. Amizade tem que ser tudo ou nada e quando se é "amigo" de casal você na verdade não é amigo de nenhum. Apenas alterna a apunhalada nas costas de um dos dois. É um morde e assopra sem fim.
Se precisar melar namoro alheio pra defender amigo meu.... farei com o maior prazer. Se precisar dedurar traição pra amigo meu... farei com o maior prazer! Faço o possível e o impossível para dar suporte ao meu eleito e não passo panos quentes pra sustentar relacionamento furado que atrasa a vida de amigo meu.
Acho que está na hora das pessoas pararem de achar que todo mundo é confiável e se agarrar (desesperadamente) nos poucos amigos que a vida gentilmente nos dá o prazer de cuidar. Amigo é coisa séria e tem muita gente banalizando esta palavra. Chamando qualquer um de 'best' e metendo os pés pelas mãos quando o assunto é caráter e honra. Estou longe de ser conservadora, mas quando o assunto é amizade eu posso ser considerada um lord inglês por tamanha honradez, respeito, fidelidade e virtude para com meus amigos.
Aprendam que amigo de namorado não é amigo seu e amigo seu não é amigo de namorado.
E se infelizmente é, não deveria!

(Um beijos para os meus amigos que por estes eu mato, morro e acabo com o namoro se precisar, pra vê-los felizes)