terça-feira, 1 de março de 2011

Ahhh, o amor!



Por que será que teimamos em querer saber a causa de cada tristeza, de cada angustia que sentimos? Não é possível simplesmente aceitar a melancolia e ser feliz com ela?
Sei que a idéia parece um tanto quanto incoerente, mas a felicidade propriamente dita, (essas de propaganda de margarina) nem sequer existe e estar triste não significa ter uma vida ruim. Desde ontem estou sentindo uma vontade de ficar só, pensar e escrever...
A verdade é que faz um bom tempo que eu não me apaixono e isso para uma pessoa como eu, é quase a morte. Não ter o encantamento de desejar e ser desejada, a vontade de ficar grudada no seu “amor” 24 hs por dia, enfim ... a falta disso me corrói.
Uma coisa eu digo: ser assim é para poucos. O fardo é pesado. Saber que o amor não é para mim as vezes dói, mas me sentir viva a cada paixão intensa que vem como chuva de verão recompensa quase tudo. Quem manda ser passional, intensa e ter alma de poeta?
“Quem sabe eu ainda sou uma garotinha? Esperando o ônibus da escola, sozinha... Eu só peço a deus, um pouco de malandragem... Eu sou poeta e não aprendi a amar”
Acho incrível como os poetas expressam a maior beleza da vida sem ao menos a terem  sentido. Na verdade é tudo imaginação, idealização e por esse motivo é tão belo.
Eu agradeço por não amar, pois amar prende, limita e conforma. Ser livre para viver não tem preço e eu não troco essa liberdade por nenhum amor.
Não é a toa que Vinicius de Moraes casou-se nove vezes. Quando a paixão acaba, juntamos os cacos e partimos para outra. Um pouco humilhados, um pouco magoados mas definitivamente um pouco mais fortes. Não tenho a pretensão de me casar nove vezes, mas pelos vinte anos recém completados creio que eu chegue aos trinta com uma bela coleção de paixões. Sou sim mulher de um homem só. Um de cada vez; (ou não).
É por essa e outras razões que uma mulher muda tanto a partir do momento em que vira mãe. Na maioria das vezes, o primeiro amor é o filho. Se você pensa que ama seu marido, namorado, amante; de duas uma: ou você é do tipo mulherzinha mesmo ou nem têm critério para saber o que é amor. Confesso que não tenho muita vocação para a maternidade, mas estou disposta a encarar (um dia) um barrigão e muita alteração hormonal só para saber como é esse tal de amor. Um segundo de cada vez. É dessa maneira que pretendo viver minha vida desse segundo em diante. Sem muitas preocupações, idealizações e em especial mágoas. “Quem vem com tudo não cansa”. E não precisa ter fim.









Nenhum comentário:

Postar um comentário